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Testemunhos 01 - Renato Oliveira

18.3.12 |

Alguns anos atrás, não tanto tempo assim, eu tive a oportunidade de prestar o serviço militar no Exército Brasileiro, mais precisamente no 5º Grupo de Artilharia de Campanha em Curitiba, PR. Foi um tempo de aprendizado e de experiências incríveis que marcaram minha vida. Aprendi táticas de guerra, técnicas de tiro, estratégias militares, manutenção de armamentos, sobrevivência na selva, liderança, trabalho em equipe, logística, entre outras matérias. Inclusive, tive que me disciplinar para ter um excelente condicionamento físico, por meio do TFM (treinamento físico militar). Quem me vê hoje, não acredita que já fui atleta.
A grande lição deste tempo, e que tenho procurado seguir, é a excelência no serviço. Tudo que eu tinha que fazer deveria ser feito com excelência. Se não houvesse a bendita excelência, era punição na certa. Recordo que a cama tinha que ser arrumada de acordo com o padrão estabelecido, ou seja, o lençol deveria ser bem esticado de forma que se jogasse uma moeda nele, a mesma deveria pular. O calçado deveria ser engraxado e lustrado de uma maneira que fosse possível olhar para ele e poder se barbear. A pia do banheiro deveria ser limpa de tal forma que fosse possível fazer a refeição nela. Eram exatamente estas palavras usadas pelos nossos superiores ao fazer a vistoria diária, forçando a cada militar para que fizesse o seu melhor. Toda a nossa atenção tinha que estar direcionada ao serviço com excelência. Ao final do curso, o comandante informou aos alunos quem estava aprovado ou não.

Talvez o leitor ache que estou exagerando, mas quem já prestou o serviço militar possivelmente passou pelas mesmas situações ou algo semelhante. É a excelência do serviço. O curso militar exige isto. Se fizer diferente do padrão certamente o combatente é punido ou até mesmo desligado das fileiras.

No ano de 2011, a Confederação de Jovens, teve a oportunidade de realizar um treinamento de lideranças (Treina Jovem) em Curitiba, onde enfatizamos três frentes: Unidade, Caráter e Serviço. Neste último ponto foi abordada nas oficinas e ministrações a excelência do ministério, pois temos entendido que isto tem sido um grande desafio na capacitação de lideranças de juventude.

Penso que em nosso ministério, muitas vezes, não o exercemos com a excelência que Deus exige de nós. Em algumas oportunidades esquecemos o Deus que estamos servindo. Esquecemos que Ele é Santo e exige santidade de cada um de nós. Esquecemos que Ele é o Deus da excelência, e infelizmente, muitos exercem o ministério como se a obra fosse dos homens e agem de forma relaxada. Esquecemos que a obra é de Deus e tudo que venhamos fazer deve ser com temor e tremor diante da majestade do Senhor.

Ai de nós se não fosse a graça e misericórdia do Senhor. Ai de nós se elas não se renovassem a cada manhã. Estaríamos perdidos, pois não temos agido, muitas vezes, com excelência no serviço cristão e no ministério a nós confiado.

Deus conta com jovens que busquem a excelência e não a perfeição. A nossa juventude metodista tem um grande potencial, e temos, na medida do possível, usufruído isto nos projetos da Confederação. Temos recrutado e capacitado jovens para o serviço. Não precisamos de jovens perfeitos, mas precisamos daqueles/as que façam o seu melhor para a glória do Senhor, pois Ele é digno! Volto a repetir: Ele é o dono da obra, nós apenas os seus servos, os seus soldados (voltando ao contexto inicial).

Não quero aqui encorajar os/as jovens para que abracem o perfeccionismo, pois este em demasia não é saudável. Rory Noland alerta que “perfeccionismo é destrutivo, centralizado no homem, a busca da excelência é construtiva e honra a Deus. Em vez de perseguirmos perfeição, devemos buscar excelência.”
A Bíblia, em Colossenses 3:23-24 nos ensina o seguinte: “E tudo o que fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que servis.”

Notamos aqui a promessa do Senhor para os servos que o servirem com excelência, que é a recompensa da herança. Por outro lado, o contrário também é verdadeiro, que está bem expresso no versículo 25 do mesmo capítulo: “Quem faz a injustiça receberá em troco, a injustiça feita; nisso não há exceção para ninguém”. Certamente quando não fazemos a obra do Senhor com excelência, somos inclinados a praticar a injustiça. Como isto é sério, não?
Neste sentido a parábola dos talentos, expressa em Mateus 25:14-30, tem muito a nos ensinar. Notamos que o senhor chama os seus servos e a um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um. Os dois primeiros dobraram os talentos que ganharam e entregaram ao senhor, porém o último apenas manteve o talento que ganhou, e pior, o escondeu na terra, ou seja, faltou diligência, faltou excelência. O que deve nos chamar a atenção é o versículo 30, em que o senhor diz: “Lançai para fora o servo inútil, nas trevas.”

Jovem, quero incentivar você a fazer o seu melhor para o Senhor Jesus, seja qual for a sua vocação e o seu talento. A igreja, como corpo de Cristo, precisa de jovens que amem a obra Dele. Você pode se sentir incapacitado, mas é o Senhor quem capacita!

Cabe lembrar que os primeiros discípulos de Jesus, em sua maioria, eram homens simples, sem cultura, sem grandeza intelectual e sem prestígio, no entanto, Jesus os transformou em homens que fizeram a missão com excelência, chegando a dar suas vidas pelo evangelho. Este deve ser o ponto alto do serviço com excelência, ou seja, dar sua vida pelo Senhor.

Que o Senhor possa encontrar na juventude metodista estes servos. E é o próprio Senhor dos Exércitos que nos transforma, nos habilita e nos dá o serviço.

Renato Oliveira
Presidente da Confederação Metodista de Jovens

Fonte: Expositor Cristão

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