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A coragem para fazer o impensável

29.10.14 |


Você já fez algo em sua vida que pensou que jamais teria condições para tal conquista ou realização? Como você se sentiu? Feliz e realizado/a, não é? Mas, frequentemente resistimos a grandes conquistas, porque elas também significam grandes riscos. Gostamos de ter o domínio das situações, de nos sentirmos confortáveis. Mas a urgência do Reino de Deus nos conclama a ir além. A realizar o impossível. A superar todos os limites... É o que acontece com Pedro na narrativa do evangelho de Mateus 14.22-33. A reflexão que trago hoje não é minha, mas me tocou muito quando a ouvi e, por isso, desejo partilhá-la com os irmãos e irmãs frente ao desafio de viver o ano da transição em nossa igreja.

Devemos perguntar, à luz do texto: O que nos faz andar sobre as águas? Os discípulos estão dentro do barco, em meio à tempestade, enfrentando os fantasmas de seus medos... Porque e como Pedro sai do barco? Somente quando Jesus o chama. Você e eu temos muitos motivos para não enfrentar situações difíceis, como Pedro. Vamos listar algumas:

1. O medo: a tempestade está aí. Os desafios: e se não der certo? E se exigir muito de mim? E se eu não conseguir? E se for muito complicado? E se... a probabilidade de dar errado é muito grande mesmo... é andar sobre as águas... mas somos chamados a andar por fé, não pelo que vemos. O medo pode ser um grande adversário ou uma grande oportunidade, dependendo de como nos portamos diante dele.

2. O conforto do barco. Nós, como Pedro, gostamos das coisas como estão. Nós conhecemos este barco, seus espaços e potenciais. Sabemos onde estamos. Temos o timão em nossas mãos, estamos no controle. O barco nos proporciona conforto e segurança. Nós não gostamos de nos sentir desconfortáveis. Mas a conquista requer de nós o esforço e o desconforto. Teremos de nos sentar ao lado de pessoas com as quais não costumamos nos relacionar e viver a vida da igreja de modo distinto. Chegará um momento em que não conheceremos todos que andarem por aqui. Mas é isso mesmo. Seremos todos irmãos e irmãs, todos integrados a algum pequeno grupo, sabedores disso ou não...

3. Aquilo que dominamos. Sabemos ligar e desligar este barco. Sabemos manobrar com ele. Muita gente não quer mudar porque terá de readaptar-se, reaprender, reinventar-se. E há os que não gostam disso. Os que estão nos seus lugares costumados. Mas aquilo que conhecemos pode nos limitar. Precisamos superar e andar por novos caminhos.

Todo processo de mudança envolve riscos. Jesus disse a Pedro: “Vem!”. Ele foi e começou a observar os problemas. Por isso, afundou. Mesmo assim, afinal, não tem problema, pois, ele clama: “Salva-me, Senhor” e Jesus, imediatamente, estende a mão e nos segura. Jesus nos segurará também neste desafio e, afinal, andaremos com ele por sobre as águas. Ele é o nosso sustento e a fonte de todo o milagre...

pastor-assessor da FEMEJO 4ªRE

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